Às vezes eu penso que o advento dos efeitos especiais no mundo cinematográfico foi uma punhalada rasteira nos filmes de suspense e horror, daquelas que cortam o tendão do calcanhar de Aquiles e te deixam sem poder andar.
Eu devo admitir que faz bem ver uma cena bem feita e verossímil que você assiste sem precisar lembrar que está vendo um filme. É difícil ver um longa de ficção-científica das décadas de 80 e 90 e não dar o braço a torcer pros Spielbergs & Cia. de hoje em dia.
Mas sci-fi, aventura e ação é uma coisa; horror, meus amigos, é coisa demais. Não dá simplesmente para jogar tudo dentro do mesmo caldeirão e temperar com um efeitozinho aqui, outro ali. Isso nunca salvou um filme de horror e nem nunca salvará.
Contos de Poe no horror valem mais que Corman.
É por essas e outras que na maioria das vezes eu varro os recém chegados filmes Gore para debaixo do tapete e enfeito esse blog com as velhas e raras peças de decoração que acho por aí, perdidas nas prateleiras de quinquilharias dos calabouços virtuais…