Arquivo paradia a dia

Uma gota de nostalgia

Agora que virei adulta estou revendo a série que estimulou a minha imaginação durante toda a infância.

Quando eu era criança, Arquivo X era só um trampolim para que minha mente viajasse de conspiração em conspiraçãoabduções em abduções… Para que eu imaginasse toda a mágica de se viver no século XX rodeada por tecnologias e pseudociências; para que eu refletisse olhando para o espaço e tivesse desculpa para fugir da campanha de vacinação

Viver era fácil naquela época, e para mim era mais fácil ainda se eu pudesse sonhar que acordaria em outro planeta. Num planeta bem distante… Algo diferente de tudo o que eu já tinha visto e vivido, e nos meus mais doces sonhos esse lugar era bem parecido com a USP.

Mas eu cresci. Acabaram-se as fantasias. Hoje eu moro na USP. Hoje eu enfrento fila do posto público para tomar vacina. Hoje assisto Arquivo X e fico discutindo antropologia, comportamento social, relacionamento amoroso.

Às vezes dói olhar para trás e ver como eu consegui ficar tão chata…

Relíquia do dia

Eu não sei se vocês sabem, mas eu adoro gatos. Desde a infância os felinos exercem sobre mim um fascínio místico para o qual eu nunca achei explicação… até hoje.

Vasculhando as estantes do calabouço encontrei bem mais que um enfeite. Achei a sustentação teórica que faltava para a minha total compreensão sobre fenômeno do poder felino. Encontrei: The Uncanny.

Esse filme conta a estória de um escritor de ficção, que entre outras teorias excêntricas, afirma que, na verdade, são os gatos e não os homens que detêm o controle do mundo e da história. Certo, falando assim parece só uma esquisitice, uma espécie velhaca de teoria da conspiração… e não deixa de ser. Mas dentro desse enredo todo fantasioso, se desenrolam três contos de horror fenomenais que exploram a humanidade e a ‘felinidade’ de forma assustadoramente sutil e equilibrada.

Os contos falam respectivamente de ganância, inveja e volúpia – três excessos humanos. E aquele que olhar atentamente verá com facilidade o papel moderador que os gatos assumem factualmente durante o filme, em oposição à caracterização demoníaca feita pelo narrador.

Resumindo, o filme é muito bom. As estórias te jogam de um lado para outro e, ao final, você pode até fazer o exercício filosófico de reler o filme novamente e concordar ou discordar da atitude do editor…

Agora deixo com vocês:

http://www.megavideo.com/?v=03ULAA38

Ah… Só não se esqueça de fechar as janelas antes de rodar o filme. Vai que o bichano do telhado ao lado resolve espiar?..

Auto-análise

Primeira imagem que aparece ao procurar 'optimism' no GoogleEu sempre me envergonho dos meus posts de uma semana atrás. E isso só pode significar duas coisas: ou que presto atenção demais neles, ou que não presto.

Se eu presto, quer dizer que me preocupo com o que escrevo e tento sempre melhorar, me sentindo a cada semana um pouco mais apta a fazer algo melhor. O que é muito bom.

Se não presto, quer dizer que não me preocupo o suficiente na hora da elaboração dos textos, e que se eu me preocupasse as coisas que coloco aqui seriam muito melhores do que são, uma vez que são somente o resultado da minha negligência e não da minha falta de capacidade. O que não deixa de ser bom também.

Ah, sinto até uma coceirinha na barriga de tanto otimismo!

E o sensacionalismo se supera novamente!

Dentre as coisas mais assustadoras que tenho visto noticiadas pela mídia, esta com certeza está levando o primeiro lugar.

Até então eu não sabia que o programa de Sir Gasparetto recebia tão pouca audiência. Eu costumava assisti-lo todos os dias, junto aos meus colegas de república – E dávamos mais risadas com ele do que com Friends – mas eu jamais poderia imaginar que ele teria a audácia de incorporar e ainda interagir com a platéia! Eu nem preciso dizer sobre o que o espírito do além-mundo tratou, certo? E tudo isso só por uns pontinhos a mais de ibope… Depois do poema da Cláudia Leitte, era só essa que faltava mesmo.

O mundo do além deve estar se contorcendo neste momento. Mas eu tô é gostando. E se isso virar hábito eu volto a assistir e dou uma força com a audiência, afinal, não tem SitCom que supere o bom e velho Tio Gaga!

O Bebê de Rosemary

Acabei de assistir pela segunda vez O bebê de Rosemary. E ele entrou na minha classificação de filme excelente. E cena do filmetambém na de filme clássico.

Deixe eu explicar… Para um filme ser excelente ele tem de ser visto duas vezes, e a segunda tem de ser tão fundamental quanto a primeira. Para ser um clássico precisa não ser passível de erros, ou seja, você assiste a segunda vez e não pega nenhum furo na história, muito pelo contrário, pega detalhes que você nunca teria percebido na primeira olhada mas que depois de vistos faz o sentido da história ficar ainda mais completo.

Se querem uma dica, aí vai: toda vez que vocês se depararem com um filme que julgam bom, assistam novamente e vejam se ele passa no teste de excelente.

Se passar, me contem para eu ver também!

Updated:

Se quiserem assistir, o filme está disponível online e legendado no site do Megavideo, é só fazer a pipoca enquanto espera carregar!

Assumindo uma nova identidade

O famoso banho do cinema de terror

Cá estou eu dando início a uma nova jornada.

Venho aqui apresentar a vocês o meu mais novo projeto:

Sejam todos muito bem vindos ao primeiríssimo blog-não-secreto-meio-sóbrio-pouco-dark-super-cool dessa personagem ora estranha, ora meiga, ora estúpida que tento ser e parecer.

Esse é um refúgio para falar de mim, de vocês e das coisas que nos cercam, mas como seria difícil escrever sobre tudo o que existe nesse mundão, resolvi fazer meu recorte; o recorte que me agrada, claro. E não preciso dizer qual é o recorte, não é, pessoal? Quem me conhece já sabe e para quem não conhece é só dar uma espiadinha na foto do post.

Vamos ver no que isso vai dar dessa vez…